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Ano Letivo começa com renovação de quadros no Ministério da Educação

O ano letivo começa na próxima semana com mais 2.000 professores vinculados e outros tantos a abandonarem os quadros do Ministério da Educação, caso venham a concretizar-se as rescisões de contrato aprovadas pelo Governo.

Em rigor, entram para os quadros, na sequência de concurso extraordinário, 1.954 docentes, enquanto as rescisões por mútuo acordo autorizadas e anunciadas pelo Ministério da Educação, no fim de agosto, abrangem um total de 1.889 professores, entre os 3.606 pedidos submetidos.

Muitos destes professores submeteram os seus pedidos em novembro e dezembro, mas só na última semana de agosto foi desbloqueado o processo remetido ao Ministério das Finanças pela estrutura da Educação.

A demora levou a Federação Nacional da Educação (FNE) a enviar uma carta à tutela, a manifestar preocupação com os impactos, tanto ao nível da vida dos professores como no trabalho com os alunos, que estes docentes desempenhariam temporariamente.

O sistema de ensino terá este ano letivo menos 300 escolas do 1.º Ciclo, na sequência da reorganização da rede, que tem vindo a ser contestada por autarcas e populações nos tribunais – à semelhança dos anos anteriores -, sendo os alunos encaminhados para novos centros escolares mais distantes da residência.

O Ministério da Educação anunciou, entretanto, a contratação de 214 psicólogos para o ano letivo 2014-2015, mais 33 do que no ano transato.

As aulas começam entre 11 e 15 de setembro, de acordo com o calendário escolar.

Apesar de ainda não entrar no currículo este ano, as escolas e a estrutura administrativa da Educação têm de começar a preparar a entrada da disciplina de Inglês no dia-a-dia dos alunos, a partir do 3.º ano de escolaridade em 2015 (duas horas semanais, segundo a proposta em cima da mesa).

Até lá, é preciso identificar as necessidades das escolas, selecionar os professores aptos a ensinar inglês às crianças, preparar formação e criar um novo grupo de recrutamento de docentes, o que está a ser alvo de negociações com os sindicatos.

No Ensino Superior, mantêm-se as preocupações dos reitores e presidentes de politécnicos com os cortes orçamentais e a estabilidade das instituições. Os cortes anunciados podem ir até 1,5 por cento na dotação das instituições.

Este ano, a primeira fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior terminou com 42.455 candidaturas, quase mais duas mil do que no mesmo período do ano anterior. Foram postas a concurso 50.820 vagas.

 

Lisboa, 06 set (Lusa) – AH // MAG

 

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